Pautando Economia e Política

Blog desenvolvido por alunos do 6° semestre do curso de jornalismo da FIB- Centro Universitário, através da discplina Jornalismo Especializado, orientada pelo professor Zeca Peixoto.

Wednesday, October 18, 2006

Lula vence nas promessas de votos

Neuma Dantas
Na primeira sexta-feira após o turno inicial das eleições, o DataFolha divulgou a preferência do candidato Luis Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenções de votos no segundo pleito. O candidato à reeleição tinha 54% dos votos válidos contra 46 para Geraldo Alckmin. Na semana seguinte, sexta 13, os pontos aumentaram em diferença a favor do petista. Agora são 14 de frente, segundo o Ibope. Os efeitos que nocautearam o presidente candidato parecem estar se afastando, razões essas que devolvem otimismo à disputa do candidato da situação.
O levantamento mostrou que o ex-governador de São Paulo perdeu pontos entre os eleitores mais escolarizados e de maior renda, os quais tiveram mais acesso ao programa da Band e suas repercussões; demonstra que Lula ganhou pontos na região sul onde o tucano leva vantagem; entre os eleitores com idade entre 25 e 34 anos Alckmin é desfavorecido. O petista também é beneficiado em mais pontos em todas as faixas de renda familiar mensal acima dos dois mínimos e cresceu entre aqueles que recebem entre cinco e dez salários mínimos. Em meio aos eleitores com ensino médio e superior, Lula variou positivamente.

O fato das análises apontarem uma vitória ao candidato da coligação “A força do povo” logo após o debate da rede Bandeirantes de Televisão, tem demonstrado que a observação feita por vários segmentos da imprensa e da sociedade sobre o tom agressivo do ex-governador paulista, voltou-se contra o feiticeiro. Nessa oportunidade, a postura de “batedor” do insosso Alckmin não foi apreciada pela população, que teria preferido ouvir temas programáticos. Afinal, essa é a finalidade de um debate.
O jornal Estadão, em análise do crescimento do presidente e postulante a continuar no Palácio do Planalto, disse que “a imagem do boxeador, frente à postura humilde apregoada por Lula frente às câmaras, pode ter se voltado contra o tucano”.
Acredita-se por outro lado, que na ânsia de fechar alianças, o PSDB/PFL não foi feliz ao associar-se ao casal Garotinho no Rio de Janeiro. César Maia chegou a dizer publicamente que o candidato paulista fez acordo com a corrupção. A primeira crise na oposição afastou votos do pretendente ao Palácio do Planalto.
Em seu blog no portal da UOL Fernando Rodrigues diz que “o argumento da estabilidade econômica do país entre os eleitores deve estar voltando com vigor na faixa da classe média remediada (os que ganham de 5 a 10 salários mínimos)”. Para eles, conclui o jornalista, “a sensação de estar igual, ou melhor, do que há quatro anos é uma realidade”, e esse motivo traduz-se em votos.
Outra explicação para o contínuo avanço de Lula entre as preferências de votos é a herança recebida da senadora Heloisa Helena e do também candidato derrotado Cristovam Buarque. Os eleitores desses presidenciáveis são em sua maioria, de classe média, com curso superior e de perfil esquerdista, avalia o prefeito do Rio, deduzindo a causa da transferência de votos.
Em entrevista ao Estado de São Paulo, no último 16 de outubro, um dos coordenadores da campanha de Lula, Jacques Wagner afirma que não reconhece no governo do PSDB/PFL nenhum exemplo de comportamento ético. Seguramente o brasileiro também sabe do que o governador eleito da Bahia proferiu.

O porquê das pesquisas

Hoje, supõe-se que o crescimento do ex-governador paulista às vésperas das eleições não se deu por seus próprios méritos, e sim pelas conseqüências do caso “dossiêgate”, a compra de pasta que guardava provas do envolvimento dos tucanos no caso dos sanguessugas. Como a campanha tem um ritmo muito dinâmico, esse fato parece ter passado.
O jornal Nacional acaba de divulgar a última pesquisa do Instituto DataFolha, a vantagem em relação à pesquisa anterior se amplia de 11 para 19 pontos. A 12 dias da disputa eleitoral, Lula retém 60% dos votos válidos contra 38% de Alckmin Mike Tyson.
Mesmo tendo o Tribunal Superior Eleitoral e a imprensa, em quase sua totalidade contra o presidente, nomeadamente a poderosa rede Globo que vem patrocinando “flagrantes” junto a delegados de honra duvidosa, o candidato segue desafiando todas as crises e tentativas de golpe contra sua candidatura. Ao que tudo indica, vai vencer as eleições.
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