Primeira batalha na guerra do poder
Neuma Dantas
Os dois candidatos às eleições presidenciais da república defrontaram-se ontem num debate, considerado no mínimo, desfocado dos interesses públicos.
Os postulantes ao maior cargo do país envolveram-se em agressões relativas aos seus feitos políticos e a posturas comprometedoras de seus respectivos partidos. Embora Lula tenha tentado discutir temas básicos de programas de governo, a hipocrisia travestida de ética e a corrupção dominou o tom das respostas, levadas pelo tucano Alckmin.
O debate promovido pela rede Bandeirantes de Televisão, mediado por Ricardo Boechat, foi dividido em cinco blocos, o último dos quais com a participação dos jornalistas Franklin Martins, Joelmir Beting, Fernando Vieira de Mello e José Paulo de Andrade, argüindo os candidatos.
Numa pesquisa realizada pelo DataFolha no dia seguinte ao debate, 39% da população brasileira assistiu ao programa. Conforme Renato, os eleitores consideraram empate para ambos os presidenciáveis, considerando a margem de erro, de apenas dois pontos percentuais, 43 e 41 por cento, ligeiramente favorável a Alckmin.
“Lula foi mal no começo. Nervoso, não respondeu de maneira convincente as acusações de corrupção. Alckmin também não ficou atrás, ao deixar em aberto os casos obscuros de governos tucanos e do seu próprio, em São Paulo”. Essa é uma avaliação feita por Fernando Rodrigues em seu blog no UOL dia seguinte ao debate. Para ele é difícil dizer quem venceu, o jornalista considera que o eleitor, sim, foi beneficiado com o confronto dos candidatos.
O jornal O Estado de São Paulo, avaliou o encontro televisivo entre Alckmin e Lula como uma “guerra de números e troca de ataques e provocações”, sem contudo trazer conteúdo programático. O jornal também salientou o tom agressivo e incomum do candidato oposicionista. Enfim, para o Estadão, perguntas contundentes como casos de corrupção no PT e abafamento de CPIs pelo PSDB, ficaram sem respostas.
Os postulantes ao maior cargo do país envolveram-se em agressões relativas aos seus feitos políticos e a posturas comprometedoras de seus respectivos partidos. Embora Lula tenha tentado discutir temas básicos de programas de governo, a hipocrisia travestida de ética e a corrupção dominou o tom das respostas, levadas pelo tucano Alckmin.
O debate promovido pela rede Bandeirantes de Televisão, mediado por Ricardo Boechat, foi dividido em cinco blocos, o último dos quais com a participação dos jornalistas Franklin Martins, Joelmir Beting, Fernando Vieira de Mello e José Paulo de Andrade, argüindo os candidatos.
Numa pesquisa realizada pelo DataFolha no dia seguinte ao debate, 39% da população brasileira assistiu ao programa. Conforme Renato, os eleitores consideraram empate para ambos os presidenciáveis, considerando a margem de erro, de apenas dois pontos percentuais, 43 e 41 por cento, ligeiramente favorável a Alckmin.
“Lula foi mal no começo. Nervoso, não respondeu de maneira convincente as acusações de corrupção. Alckmin também não ficou atrás, ao deixar em aberto os casos obscuros de governos tucanos e do seu próprio, em São Paulo”. Essa é uma avaliação feita por Fernando Rodrigues em seu blog no UOL dia seguinte ao debate. Para ele é difícil dizer quem venceu, o jornalista considera que o eleitor, sim, foi beneficiado com o confronto dos candidatos.
O jornal O Estado de São Paulo, avaliou o encontro televisivo entre Alckmin e Lula como uma “guerra de números e troca de ataques e provocações”, sem contudo trazer conteúdo programático. O jornal também salientou o tom agressivo e incomum do candidato oposicionista. Enfim, para o Estadão, perguntas contundentes como casos de corrupção no PT e abafamento de CPIs pelo PSDB, ficaram sem respostas.
“Não perca tempo com debates” foi o título da coluna escrita por Paulo Nassar, na Terra Magazine, sobre o assunto. O colunista disse que os candidatos perderam sua identidade, respondendo às perguntas segundo “um script mecanicista”, e acrescentou que tempo perdeu quem assistiu “aquele simulacro de debate”, quando se pode conferir “a irrelevância da arena política”.
Professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Paulo Nassar alfineta os profissionais de comunicação, afirmando que “nesses debates, as roupas, maquiagens, as torcidas, os temas são obras de equipes multidisciplinares de comunicação, nas quais relações-públicas, jornalistas e publicitários se transformam em spins- doctors”, ou seja “aqueles protagonistas das sombras do marketing político que trabalham movidos por muita grana para desqualificar os adversários girando na contra-mão dos fatos”, acrescenta o Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), constatando que de política há pouco nos debates.
O jornal A Tarde Online formou enquete dia seguinte ao confronte televisivo, quando 21.470 internautas responderam à pergunta “quem teve melhor desempenho no debate?”. No final da semana 66,46% dos votantes consideraram o presidente Lula vencedor do embate. Os outros 33,54% dos eleitores acreditaram que o opositor foi melhor.

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