Pequenos mercados prosperam na Pituba
Neuma Dantas
A clientela do bairro classe média responde bem aos negócios menores, pois atendem com a venda de gêneros de primeira necessidade, além de fazerem a política de lojas de vizinhança.
Em meio à heterogeneidade do comércio que o bairro da Pituba permite, o ramo de pequenos e médios mercados ocupa, graças à sua capacidade de negócios, lugar expressivo na economia da comunidade. O ramo de alimentação, em particular, maior razão de vendas em qualquer localidade, é um dos mais crescentes e necessários à manutenção da população. No caso em foco, esse crescimento torna-se evidente com a ampliação imobiliária que provoca demanda mercantil dessa ordem.
O fato da Pituba ser considera moradia de classe média, o estoque de mercadorias tem saída satisfatória, embora os preços sejam praticados com certa elevalação, para cobrir, de maneira naturalmente capitalista, as altas despesas operacionais do bairro. No confronto do custo-beneficio, moradores concluem que, gastos e tempo com locomoção para áreas menos dispendiosas, acabam nivelando qualquer acréscimo no preço das mercadorias, prevalecendo a comodidade de adquirir gêneros de primeira necessidade perto de casa.
O mercado Bônus, situado na Avenida Paulo VI, conta com os negócios associados da família: lanchonete/bar, banca de revista, acarajé e box para fazer chaves. Seu proprietário, Sérgio Gusmão, que foi iniciado no comércio pelo pai, avalia que o público torce e retorna bem à ampliação da casa com mais compras. Desde 1976, no bairro, o comerciante que administra a loja de 700m² e 32 empregados, recebe como forma de pagamento cheques, cartões, tickets, e dinheiro, no que se queixa apenas dos prejuízos com créditos em notas e cheques; incluídos também os pequenos furtos. O Bônus parcela apenas bens duráveis.
Respondendo a entrevista no espaço de compras onde gosta de conversar com os clientes que, em sua maioria, tornam-se amigos, Gusmão afirma que não há concorrência muito acirrada de preços, “porque os pequenos negócios estão voltados para serviços, não competindo com os grandes”. O Bônus é ligado à rede Smart, criada com objetivo de profissionalizar, capacitar e tornar-se um programa de vendas para o associado (pequenos e médios supermercados) com benefícios para a “loja de vizinhança”, vistos antes somente nos grandes grupos.
Ao descrever as vantagens de se filiar à rede, o Gerente do escritório de Salvador, Salvio Monte Alegre assinala que o Smart é um programa de associativismo, onde o empresário não perde a autonomia da sua loja; mas sim, adquire benefícios como redução de itens financeiros, marketing, treinamento e consultoria, entre outros. De acordo com o representante, os pequenos mercados não têm ferramentas para fidelizar o cliente, como nas grandes redes, além disso, os proprietários ainda sofrem com queda de lucros e falta de competitividade; Apesar desse detalhe, “há casos de aumento de 40% das vendas de empresários após associação à rede”, constata o supervisor.
O GM Supermercados Ltda., localizado na Rua Cel.Luiz Arthur Gomes de Carvalho é dirigido por um mineiro, admirador e ex-cliente do lendário Mamede Paes Mendonça, dono da maior rede de supermercados que a Bahia já teve. Geraldo Paiva diz que para montar hoje, seu mercado inaugurado em 1990, seria necessário um investimento de R$300 a 500 mil reais aplicado em maquinário, aluguel, manutenção, mobiliário, gôndolas, e mais R$50 a 100 mil reais em mercadorias.
Falando em peculiaridades da Pituba, Paiva confessa que nos finais de semana prolongados o mercado perde vendas, porque as famílias da Pituba viajam para a casa de praia. No verão, no entanto, chegam parentes de fora, os turistas aquecem as vendas. “Somos uma empresa de sociedade limitada, temos 38 empregados, e pago os salários indicados pelo SINDICOM, sindicato da classe, e a Associação Baiana de Supermercados”, informa.
Proprietário do Super Massa, o menor e mais novo mercado do bairro, Jurandir Brasil, vende mais mercadoria por unidade, não há grandes compras. Como mora no primeiro andar da loja, o pequeno empresário e sua mulher administram o próprio negócio, atendendo o público das 6h30m às 21h. Brasil diz que o forte do mercado são os produtos alimentícios e de limpeza. “Não faço caixa/estoque, compro quando a mercadoria acaba, vendo as necessidades da família”, explica, declarando que 90% dos produtos saem.
O tipo de negócio no bairro é seguro conforme os empresários, e na opinião de moradores mais antigos, não há muita rotatividade na praça, prova da sobrevivência e estabilidade do comércio. Perguntado sobre até que ponto avalia-se que pequenos e médios mercados influenciam na economia do bairro e da cidade do Salvador, Sérgio Gusmão considera que quanto menor o porte, maior o efeito benéfico à economia. Afinal, o número de funcionários por m², é maior, evita o monopólio e é mais vantajoso para a clientela.
Em meio à heterogeneidade do comércio que o bairro da Pituba permite, o ramo de pequenos e médios mercados ocupa, graças à sua capacidade de negócios, lugar expressivo na economia da comunidade. O ramo de alimentação, em particular, maior razão de vendas em qualquer localidade, é um dos mais crescentes e necessários à manutenção da população. No caso em foco, esse crescimento torna-se evidente com a ampliação imobiliária que provoca demanda mercantil dessa ordem.
O fato da Pituba ser considera moradia de classe média, o estoque de mercadorias tem saída satisfatória, embora os preços sejam praticados com certa elevalação, para cobrir, de maneira naturalmente capitalista, as altas despesas operacionais do bairro. No confronto do custo-beneficio, moradores concluem que, gastos e tempo com locomoção para áreas menos dispendiosas, acabam nivelando qualquer acréscimo no preço das mercadorias, prevalecendo a comodidade de adquirir gêneros de primeira necessidade perto de casa.
O mercado Bônus, situado na Avenida Paulo VI, conta com os negócios associados da família: lanchonete/bar, banca de revista, acarajé e box para fazer chaves. Seu proprietário, Sérgio Gusmão, que foi iniciado no comércio pelo pai, avalia que o público torce e retorna bem à ampliação da casa com mais compras. Desde 1976, no bairro, o comerciante que administra a loja de 700m² e 32 empregados, recebe como forma de pagamento cheques, cartões, tickets, e dinheiro, no que se queixa apenas dos prejuízos com créditos em notas e cheques; incluídos também os pequenos furtos. O Bônus parcela apenas bens duráveis.
Respondendo a entrevista no espaço de compras onde gosta de conversar com os clientes que, em sua maioria, tornam-se amigos, Gusmão afirma que não há concorrência muito acirrada de preços, “porque os pequenos negócios estão voltados para serviços, não competindo com os grandes”. O Bônus é ligado à rede Smart, criada com objetivo de profissionalizar, capacitar e tornar-se um programa de vendas para o associado (pequenos e médios supermercados) com benefícios para a “loja de vizinhança”, vistos antes somente nos grandes grupos.
Ao descrever as vantagens de se filiar à rede, o Gerente do escritório de Salvador, Salvio Monte Alegre assinala que o Smart é um programa de associativismo, onde o empresário não perde a autonomia da sua loja; mas sim, adquire benefícios como redução de itens financeiros, marketing, treinamento e consultoria, entre outros. De acordo com o representante, os pequenos mercados não têm ferramentas para fidelizar o cliente, como nas grandes redes, além disso, os proprietários ainda sofrem com queda de lucros e falta de competitividade; Apesar desse detalhe, “há casos de aumento de 40% das vendas de empresários após associação à rede”, constata o supervisor.
O GM Supermercados Ltda., localizado na Rua Cel.Luiz Arthur Gomes de Carvalho é dirigido por um mineiro, admirador e ex-cliente do lendário Mamede Paes Mendonça, dono da maior rede de supermercados que a Bahia já teve. Geraldo Paiva diz que para montar hoje, seu mercado inaugurado em 1990, seria necessário um investimento de R$300 a 500 mil reais aplicado em maquinário, aluguel, manutenção, mobiliário, gôndolas, e mais R$50 a 100 mil reais em mercadorias.
Falando em peculiaridades da Pituba, Paiva confessa que nos finais de semana prolongados o mercado perde vendas, porque as famílias da Pituba viajam para a casa de praia. No verão, no entanto, chegam parentes de fora, os turistas aquecem as vendas. “Somos uma empresa de sociedade limitada, temos 38 empregados, e pago os salários indicados pelo SINDICOM, sindicato da classe, e a Associação Baiana de Supermercados”, informa.
Proprietário do Super Massa, o menor e mais novo mercado do bairro, Jurandir Brasil, vende mais mercadoria por unidade, não há grandes compras. Como mora no primeiro andar da loja, o pequeno empresário e sua mulher administram o próprio negócio, atendendo o público das 6h30m às 21h. Brasil diz que o forte do mercado são os produtos alimentícios e de limpeza. “Não faço caixa/estoque, compro quando a mercadoria acaba, vendo as necessidades da família”, explica, declarando que 90% dos produtos saem.
O tipo de negócio no bairro é seguro conforme os empresários, e na opinião de moradores mais antigos, não há muita rotatividade na praça, prova da sobrevivência e estabilidade do comércio. Perguntado sobre até que ponto avalia-se que pequenos e médios mercados influenciam na economia do bairro e da cidade do Salvador, Sérgio Gusmão considera que quanto menor o porte, maior o efeito benéfico à economia. Afinal, o número de funcionários por m², é maior, evita o monopólio e é mais vantajoso para a clientela.

