Lula novamente na presidência. Surpresa? Não e não
Neuma Dantas
A semelhança não é mera coincidência. Euclides da Cunha disse "O nordestino é antes de tudo um forte", ele escreveu porque viu como as adversidades de uma terra árida fortificam uma vida, uma personalidade, um coração. Não falo de romantismo, falo de resistência. O presidente candidato resistiu a toda sorte de ataques. Justos e injustos. E venceu.
A semelhança não é mera coincidência. Euclides da Cunha disse "O nordestino é antes de tudo um forte", ele escreveu porque viu como as adversidades de uma terra árida fortificam uma vida, uma personalidade, um coração. Não falo de romantismo, falo de resistência. O presidente candidato resistiu a toda sorte de ataques. Justos e injustos. E venceu.
Lula volta a presidir o país por mais quatro anos. O resultado significa a escolha de dois terços do Brasil real. Aos eleitores do candidato vitorioso importam por um lado a melhoria de vida, por outro a satisfação com a política econômica. Não ouviram o o uivar dos cães, a caravana passou e entregou novamente a faixa a Luis Inácio Lula da Silva.
Em comentário intitulado A esperança ainda está viva, na revista CARTA CAPITAL, Mino Carta detalha duas observações a respeito da reeleição. Uma delas sobre a atuação da mídia no processo eleitoral 2006. Para ele a reeleição também significa o fracasso do jornalismo movido a ódio de classe. Isso porque, além da oposição raivosa, a maioria das grandes empresas de comunicação e seus vassalos profissionais combateram o candidato do PT como se estivessem num tribunal inquisidor. Jornalismo desigual e anti-ético foi praticado largamente.
Colunista da revista VEJA, Reinaldo Azevedo, trata as críticas à imprensa feitas pelo PT e o slogan “deixa o homem trabalhar” como uma réplica de posturas ditatoriais que impediam a liberdade de expressão ou falavam em nome do amor à Pátria. Segundo o jornalista, Lula é produto da imprensa livre desde que esquerdista e petista, e acrescenta que o presidente não suporta a independência da imprensa. Mas de que independência o colunista fala? Parece que ele quer negar as amarras da mídia ao poder econômico, político e aos proprietários das portentosas redes de comunicação em terras tupiniquins.
A imprensa tem sido largamente pautada no período pós-eleitoral. As relações entre mídia e governo estão sendo apreciadas pela voz do próprio presidente e do deputado federal mais votado, por exemplo. Ciro Gomes defende a democratização da mídia e necessidade de fortalecer os meios de comunicação alternativos e as cooperativas de jornalistas. Queiram ou não o debate sobre o Conselho Federal de Jornalismo precisa voltar. Assim como outras classes, a missão social de informar não pode vigorar sem normatização.
Em comentário intitulado A esperança ainda está viva, na revista CARTA CAPITAL, Mino Carta detalha duas observações a respeito da reeleição. Uma delas sobre a atuação da mídia no processo eleitoral 2006. Para ele a reeleição também significa o fracasso do jornalismo movido a ódio de classe. Isso porque, além da oposição raivosa, a maioria das grandes empresas de comunicação e seus vassalos profissionais combateram o candidato do PT como se estivessem num tribunal inquisidor. Jornalismo desigual e anti-ético foi praticado largamente.
Colunista da revista VEJA, Reinaldo Azevedo, trata as críticas à imprensa feitas pelo PT e o slogan “deixa o homem trabalhar” como uma réplica de posturas ditatoriais que impediam a liberdade de expressão ou falavam em nome do amor à Pátria. Segundo o jornalista, Lula é produto da imprensa livre desde que esquerdista e petista, e acrescenta que o presidente não suporta a independência da imprensa. Mas de que independência o colunista fala? Parece que ele quer negar as amarras da mídia ao poder econômico, político e aos proprietários das portentosas redes de comunicação em terras tupiniquins.
A imprensa tem sido largamente pautada no período pós-eleitoral. As relações entre mídia e governo estão sendo apreciadas pela voz do próprio presidente e do deputado federal mais votado, por exemplo. Ciro Gomes defende a democratização da mídia e necessidade de fortalecer os meios de comunicação alternativos e as cooperativas de jornalistas. Queiram ou não o debate sobre o Conselho Federal de Jornalismo precisa voltar. Assim como outras classes, a missão social de informar não pode vigorar sem normatização.

2 Comments:
Cara Neuma,
Só discordo do seu início: "surgido da fênix". Não foi assim e no decorrer do seu texto vc mesmo sugere esse argumento. Veja: Lula sempre teve, com pequenas excessões no decorrer do mandato, índices de popularidade bem razoáveis, até mesmo no decorrer do alto bombardeamento da mídia. Portanto ele não ressurgiu do fênix, na verdade resistiu de forma até mesmo inusitada esses ataques. Proponbho então uma nova edição do texto explorando mais essa resistêncdia de aceitação na opinião pública por parte do presidente no combate direto com a mídia.
Encaixou melhor, ainda que a emoção da militante deixe transparecer sobre a comentarista, mas isso não depõe contra, é apenas questão de estilo.
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