Pautando Economia e Política

Blog desenvolvido por alunos do 6° semestre do curso de jornalismo da FIB- Centro Universitário, através da discplina Jornalismo Especializado, orientada pelo professor Zeca Peixoto.

Monday, October 23, 2006

Conflito no Oriente Médio atrai a mídia

Neuma Dantas

Colunista do jornal Jerusalém Post, em Israel, Amotz-Asa-El, centrou sua fala, durante a paresentação no Seminário Internacional de Jornalismo, na pergunta: “Onde é o campo de batalha que precisa ser coberto no Oriente Médio? É entre as balas ou em outro lugar?”, questionou no evento realizado pela Comunique-se -Escola de Comunicação, em São Paulo, dias 10 e 11 de outubro sde 2006.

O jornalista esclarece que a verdadeira cobertura está no campo da liberdade, em todos os espaços no Oriente Médio. As matérias sobre a região, esclarece o israelita, devem mostrar as dificuldades da terra, como negar empregos às mulheres e outros aspectos não mostrados. “Essa sim, é a verdadeira batalha para os jornalistas”, concluiu para o auditório que ouvia em tradução simultânea.

Há desproporção na cobertura de Israel e Palestina em relação ao resto do mundo, é o que Asa-El entende . Não se cobre a guerra do Sudão ou da Argélia constata, acrescentando que só se está presente no Oriente Médio. “Como jornalista vejo que a informação deve ser dada de todos os lugares”, deduz.

Respondendo a uma questão sobre os setores econômicos mais afetados pelo conflito, o palestrante resumiu os prejuízos num só produto: o petróleo. Acrescentou ainda que a indústria bélica e as drogas, no Líbano, se beneficiam da guerra. Para ele, do ponto de vista do desenvolvimento econômico no mundo árabe, é preciso empoderar as mulheres e resolver problemas sociais.

Sobre o jornalismo israelense e a crítica à imprensa americana Asa-El explicou que se pode escrever qualquer coisa em Israel, mas “somos pró-americanos, porque recebemos proteção deles e temos afinidades religiosas”, declarou.
Uma outra questão de cunho político foi citada pelo colunista no inicio da exposição quando, em defesa do seu povo, pergunta: "Quando vou ver os árabes construirem seu país em vez de atacar o inimigo"? Asa-El incluiu o tema ao dizer que a religião do Islã era a mais progressista, e completa, em tom discursivo, que é preciso libertar a região para voltar à criatividade. "É preciso redefinir a história jornalística do Oiente Médio", assevera.

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